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(Source: doce-plebeia)
Abre as cortinas do quarto, deixado que o sol adentre pelas janelas. Em seguida vira-se e pula para cima da cama. Ele ainda dormia em um sono profundo, nem a luz o fez acordar. Como eu era desajeitada para essas coisas, seria muito mais fácil bater palmas e gritar um acorda! Mas não, não faria isso com ele. Passo os dedos sobre seu rosto, fazendo um carinho em sua pele, depois sussurro bem baixinho em seu ouvido…
- Meu amor é hora de acordar, já passa das 11:30.
Dou um leve beijo em seus lábios. Ele continua de olhos fechados, porém agora um sorriso vai se abrindo no canto de sua boca. Com a voz ainda embargada de sono, balbucia algumas palavras.
- Desse jeito eu vou querer ficar mais tempo na cama, só que não vai ser sozinho!
- Ei, mas você disse que iria me ajudar no almoço hoje… Vamos amor, aproveita que é nossa folga, vamos aproveitar o dia. Então, vem?
Só agora abrindo seus olhos ele me fita. Vai se levantando ao ponto de ficar sentado, retira seus olhos de cima de mim e lança-os para a janela. Me olha novamente e se joga para trás, voltando a deitar-se. Logo em seguida fala.
- Eu acho que o dia tá ótimo pra gente ficar na cama. Vem, deita comigo.
- Mas e o almoço?
- Ta com fome? Eu aguento até mais tarde. E quer saber, a gente se ajeita na cozinha amor. Eu como qualquer coisa, só quero ficar com você!
- Mas…
Sem que eu termine de falar, ele me puxa para perto de si e me beija. Ah! Agora não tinha mais jeito, eu já estava envolvida pelos seus braços. E a última coisa que queria fazer agora, era sair dali, acabar com aquele momento (…)Permanecemos assim, beijos, carícias, afagos trocados. As vezes algumas palavras ditas, outras nem isso era necessário. Apenas ficávamos ali, de olhos vidrados, nos observando.
Lhe dou um último beijo demorado, já havia passado 1 hora. O estômago estava se revirando de fome, mas não queria deixa-lo. Um dia cheguei a pensar que quando enfim casássemos, essa necessidade de estar junto diminuiria. Mas não, hoje continuamos tão ligados quanto antes, mais até. Cada dia necessitando mais um do outro.
Olho seus olhos, e estes estão fixos nos meus. Um olhar de paixão… apaixonados! Então me vem a mente, dou um beijo em seus lábios e digo.
- Amor…
Outro beijo. Em meio a esse ele sussurra um “ãh?”…
- Poxa amor...
Mais um beijo, um beijo doce… E então lhe largo a notícia.
- Você é quem vai fazer o almoço, me deixou presa aqui…
Dessa vez lhe cubro a face de beijos, na intenção de convence-lo.
- Ta querendo me subornar com todos esses beijos é?
- Aham, e então, vai fazer meu amor?
Lanço um olhar de súplica para convence-lo. As mulheres possuem um dom de manipulação, só com um olhar são capazes de convencer meio mundo. É como se fosse um poder feminino, e as vezes é bom se aproveitar desse dom.
- Vou sim…
- Ain graças, capricha ok?
Ele me olha e lança um sorriso seguido de uma gargalhada.
- Pode ser ovo? É o máximo que eu sei… Ovo com pão!
- Mas foi isso que você fez da última vez?
Ele pisca dizendo.
- É só o que sei…
Jogo o travesseiro em sua direção, que ele consegue segurar de primeira. Em seguida pulo no seu colo dizendo…
- Você me convenceu ok? Eu faço a comida. Mas você não vai ficar aqui deitado…
- Não? — Faz uma cara de choro —
- Não, você vem! Vai me ajudar a cortar os legumes ok?
Me segurando em seu colo, ele me beija por longos segundos. Ah, céus! Desse jeito eu iria desistir de almoçar hoje… Me entrego ao seus beijos. Por fim, fazendo comando de sentido, profere tais palavras…
- Sim senhora!
Lanço um sorriso entrando na brincadeira. Saindo do seu colo o puxo pela mão dizendo.
- ok tripulante, siga-me…
Em seguida sinto suas mãos apoiarem em minha cintura, um beijo molhado em minha nuca e as palavras sussurradas em meu ouvido — ”Eu te amo!” — Viro-me em sua direção e o abraço apertado, fazendo meu corpo ficar colado ao seu. na ponta dos pés sussurro em seu ouvido — ”Minha vida, eu que te amo!” (…)
Uma prévia do nosso futuro, FlordeCaramujo



